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Um Desejo Reprimido - "Les Deux Magots"

Paris “La Ville Lumière”. Berço da Cultura, História e momentos importantes da comunidade européia. Paris de luzes poéticas. De encontros e encantos. Paris dos desejos, dos pedidos, onde o brilho reluzente da pedra do anel fazia acelerar o coração daqueles que de joelhos curvados ao chão, aguardavam o “SIM”.Paris da moda. Botas, chapéus, luvas, ècharps, cores, tecidos, texturas, bordados, brilho, muito brilho, beleza que encanta os olhos dos moldes que desfilam enfileirados em corpos leitosos e alvenitentes sob olhar criterioso do estilista – Dior.Paris das calçadas, das praças. Da Champs Elysées à “Place de La Concorde” bem próximo ao extraordinário Museu do “Louvre”. A “Place de La Sorbonne” lugar onde sem dúvidas, grades nomes das artes, letras e ciências já desfilaram ao entrar ou sair da Universidade da Sorbonne. Enfim, a “Place Jean Paul Sartre et Simone de Beauvoir” em plena “Saint-Germain des Prés” onde podemos sentar à mesa do café “Les deux Magots” fundado em 1812. Imaginem que a elite intelectual e artística já se reuniu ali por tantas vezes lhe dando a fama. Sartre, Simone de Beauvoir, Picasso, Hemingway, entre outros.

Acreditem... Como eu desejei sentar por um instante apenas em uma daquelas mesas à calçada. Desinibido pedir um café com chantilly e raspas de canela, abrir uma obra de Vitor Hugo e, com um leve sorriso de satisfação, entre um café e outro, entre uma página e outra, observar parisienses que ao passar pelo local, se entreolhavam em busca de alguém conhecido. Eu queria apenas uma xícara de café...
Mais vou contar-lhes uma rápida história – Trabalhar e viver em Paris como imigrante, não é a mesma coisa que passear e viver turisticamente Paris. Quantas vezes, por uma longa jornada de trabalho não se consegue desfrutar dessa Paris tão encantadora e exuberante. Muitos se sentem desencorajados de sentar a mesa de um Café como o “Les Deux Magots”. –“Nossa, o que será que eles estão pensando de mim? Será que me visto como um parisiense ou tá na cara que sou um forasteiro tentando aprender em Paris e, com grana pra pagar somente um café? E para não me entregar a submissão, faço cara de antipático e enojado!”- Porque nem tudo o que se vê é real. Às vezes a realidade não está ao nosso alcance, soa como uma miragem. Somente mergulhando em Paris para vivê-la... Mas, Paris... Não é a nossa vida. Ela tem vida própria. Onde muitas vezes a nossa, por mais próxima que esteja, não faz parte daquele contexto. Por isso, me debruço na aura tão magnífica daquele lugar e, ocupando um dos bancos da praça em frente, tomo o meu café com brioches, comprado na rotiserie da esquina, cinco euros, e leio insistentemente o meu livro de cabeceira – Como falar Francês fluentemente. Ces’t La vie... Que te Amo tanto.

Les Deux Magots – Se você for a Paris, não se esqueça de visitá-lo. O Café que tem história pra contar. Ou, leve a sua própria história, peça uma quirche, tome um delicioso café, abra seu livro e leia... Mas não esqueça! Você passará com esse simples gesto, a fazer parte da história do Café Deux Magots.
Claro, Paris tem outros tantos e excelentes Cafés como o Flore, a Braserie Lipp e a Closerie des Lilas. Vale a pena passear, fazer compras e tomar bons cafés em Paris...
- Sim... Para tudo... A Torre Eiffel – Onde no gramado ao sopé da torre, toalhas coloridas, cestas de vime, croisants, brioches, brie... Beijos e abraços ao por do sol de Paris...

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